Conselho Fiscal no Brasil ainda é visto como um entojo.
No nosso universo de empresas listadas poucas, pouquíssimas empresas veem o conselho fiscal como um órgão necessário, que oferece um poder de fiscalização àqueles investidores que não participam do dia a dia da gestão. Como conselheiro fiscal de várias empresas listadas e como investidor ativista que comparece regularmente às assembleias de acionistas posso afirmar, sem medo de errar, que Administradores e acionistas controladores tratam o órgão como um mal necessário, visto com repulsa e aversão cuja instalação deve ser evitada a todo custo, mas quando instalado o órgão deve receber um tratamento burocrático que por vezes se confunde com obstrução à fiscalização. E a remuneração? Certamente esse tópico revela o viés coronelista de nossos acionistas controladores, que sempre impõem a remuneração mínima legal (10% da remuneração que, em média, for atribuída a cada diretor, não computados benefícios, verbas de representação e participação nos lucros). Conhecedor da complexidade d...