O xerife valentão: além de multar bagrinhos o xerife vira especialista em exumação de cadáveres.
Na última 3ª feira participei de um encontro de especialistas em governança corporativa em São Paulo, como moderador em um painel que discutiu desafios para a regulação do mercado de capitais brasileiro. Na minha modesta opinião, resolvida a questão de falta de recursos tecnológicos e humanos (algo que já está endereçado), sobra o desafio de recuperar a credibilidade do xerife, afetada pela constatação de falta de rigor nas punições de infrações graves, como Insider trading, manipulação de preços e pagamento de propinas, assim como os raríssimos casos de inabilitação e a demora em alguns julgamentos, o que leva à prescrição. Ou seja, o xerife demora a julgar e, quando julga, julga mal. Sem falar o uso indiscriminado dos imorais termos de compromisso, ferramenta que permite o arquivamento dos processos sem confissão de culpa, independente da gravidade dos delitos. Sobram punições para “bagrinhos” e os grandes tubarões ficam livres. Como exemplo temos o caso Reag/Master, com números ...